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Mauro Cid recebeu mais de R$ 1,4 milhão em quatro anos com Bolsonaro

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente está preso pela Polícia Federal acusado de fraudar cartões de vacina contra a Covid-19

Nos quatro anos de governo, Cid fez 137 viagens nacionais ao lado de Bolsonaro, embolsando R$ 54,6 mil. Ele também esteve três vezes nos Estados Unidos (Nova York, Miami e Los Angeles) e viajou com a comitiva presidencial para Moscou (Rússia) e Londres (Inglaterra), recebendo mais R$ 5,9 mil. No Portal da Transparência, há mais R$ 3,7 mil em diárias de uma viagem para Belém (Pará), já pelo Exército, após sua dispensa da Presidência. Em janeiro de 2019, início do mandato de Bolsonaro, Cid recebeu em seu primeiro salário como ajudante de ordens o valor bruto de R$ 19,5 mil, sem incluir férias, gratificações natalinas e verbas indenizatórias. Ao longo dos quatro anos seguintes o salário sofreu ao menos seis reajustes, terminando 2022 em R$ 26,2 mil. Um aumento de 25% em relação ao pagamento no início da função. Já na remuneração civil, o valor mensal depositado foi bem mais baixo, de R$ 1,7 mil ao longo dos quatro anos.

Do total de R$ 1,4 milhão que recebeu como ajudante de ordens, R$ 858,3 mil entraram líquido em sua conta como salário, além de R$ 47,8 mil em verbas indenizatórias. A ajudância de ordens faz parte do Gabinete Pessoal do Presidente da República. Entre suas atribuições está assistir direta e imediatamente o presidente no desempenho de suas funções, como assessorar na elaboração e coordenação de agendas e exercer atividades de secretariado particular. Cid era considerado o braço direito de Bolsonaro nos afazeres diários do presidente. Era ele quem costumava fazer a interlocução entre o presidente e o restante da equipe presidencial, tendo acesso até ao aparelho telefônico pessoal de Bolsonaro. Por vezes, chegou a atuar como cinegrafista, usando o celular, enquanto o presidente falava com apoiadores do lado de fora do Palácio da Alvorada.

Fonte Por Janaína Camelo

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