Lesões, elenco, Canodependência… Cinco motivos que explicam a má fase do Fluminense
Após encantar, time engata quinto jogo seguido sem vitória e é eliminado da Copa do Brasil
Após encantar e emplacar uma sequência de jogos com grandes atuações, o Fluminense enfrenta o momento mais difícil do ano. Sem vencer há cinco jogos e sem marcar ao menos um gol pelo mesmo período, o time foi derrotado por 2 a 0, na última quinta-feira, para o rival Flamengo e está fora da Copa do Brasil.
Mas o que aconteceu com a equipe? Que motivos culminaram com a queda de rendimento? O ge listou alguns fatores que contribuíram.
Lesões
O mês de maio foi cruel com o Fluminense quando o assunto é lesão. Tirando nomes como Samuel Xavier e Felipe Melo, que precisaram sair de partidas e serem preservados em determinados momentos, mas ficaram rapidamente à disposição, o time sofreu três lesões importantes.
A equipe ainda passou boa parte do mês sem contar com Martinelli, que só retornou de lesão sofrida na final do Carioca no jogo contra o Botafogo, no dia 20 de maio.
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Keno na partida contra o River Plate — Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense
Keno teve lesão na coxa esquerda no jogo contra o River Plate e desde então não atuou mais. Alexsander teve lesão no ligamento colateral medial do joelho esquerdo contra o Cruzeiro e também não entrou mais em campo. Marcelo, que sofreu com problemas nas panturrilhas, ficou de fora do time durante toda a segunda quinzena.
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Alexsander, do Fluminense, deixou Mineirão de muletas — Foto: Alice Brum / TV Globo
Contra o Flamengo, na eliminação da Copa do Brasil na última quinta-feira, o Fluminense entrou em campo sem contar com o trio lesionado e com Felipe Melo por suspensão. Ou seja, sem todo o lado esquerdo que disputou a final do Carioca contra o Flamengo e venceu por 4 a 1.
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Lateral Marcelo no CT do Fluminense — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Cobertor curto no elenco
Além das lesões, o Fluminense também não contou mais com o zagueiro Vítor Mendes, afastado da equipe após ter o nome ligado ao escândalo de apostas esportivas. Ao perder peças, o clube passou então a ter exposto o “cobertor curto” no elenco.
Nomes como Lima e Gabriel Pirani, que antes eram reservas, tiveram que desempenhar diferentes funções na equipe por escolha da comissão técnica diante das faltas de opções. Jogadores de Xerém também ganharam oportunidades para tentar suprir as ausências.
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Vitor Mendes foi afastado no Fluminense — Foto: Mailson Santana / Fluminense FC
Mas, tirando Lima, que antes era uma espécie de décimo segundo jogador e virou titular, as peças disponíveis não conseguiram dar conta do recado. John Kennedy e Lelê, por exemplo, quando utilizados no ataque, não conseguiram decidir.
Mudança no esquema
Com tantas baixas e dificuldades na escalação, o Fluminense passou a atuar com um esquema diferente. Antes de os problemas aparecerem, o time atuava com três homens no ataque: Keno aberto na esquerda, Arias aberto na direita e Cano centralizado. Como pedia o esquema, os jogadores se movimentavam de acordo com o jogo e com os pedidos de Fernando Diniz.
Conforme foi perdendo peças, Diniz até tentou manter um trio ofensivo com a entrada de John Kennedy, mas, diante do pouco rendimento, passou a usar a equipe sem três homens ofensivos, com Arias muitas vezes até mesmo atuando mais recuado que de costume.
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Gabriel Pirani foi muito utilizado por Diniz diante das baixas — Foto: André Durão/ge
O time teve ainda algumas variações como Lima no lugar de Keno. Posteriormente, com a perda de Alexsander, Lima foi recuado para volante e Gabriel Pirani entrou para jogar como meia, meia mais aberto e até mesmo de lateral-esquerdo como na eliminação para o Flamengo.
Maratona de jogos
Desde abril, no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, até o confronto de volta da Copa do Brasil, na última quinta-feira, 60 dias se passaram. Ao todo, no período, o clube não teve nenhuma semana para descansar os jogadores.
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Paysandu x Fluminense, pela Copa do Brasil, em Belém — Foto: John Wesley/Paysandu
Foram 18 jogos disputados entre Estadual, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileiro. A equipe ainda passou por grande deslocamento, tendo que disputar jogos em Belém, Fortaleza, Lima (no Peru) e La Paz (na Bolívia) por exemplo.
“Canodependência”
Com 24 gols na temporada, Cano é responsável por marcar 41% dos 59 gols do Fluminense no ano. Com o artilheiro numa seca de cinco jogos sem marcar, o Flu sente a ausência do poder de decisão do atacante. Mas também não tem encontrado soluções – a equipe também não faz gol há cinco partidas.
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Germán Cano lamenta em Flamengo x Fluminense pela Copa do Brasil — Foto: André Durão/ge
A dependência de Cano é tão grande que o segundo jogador com mais gols na temporada no clube é o zagueiro Nino, com cinco. Na sequência, o clube tem Arias com quatro marcados. Keno, John Kennedy, Lima e Ganso aparecem depois, com três cada.
Tentando arrumar a casa, o Fluminense volta a campo no domingo, quando recebe o Bragantino às 16h (de Brasília) no Maracanã, pela nona rodada do Brasileirão. Na Libertadores, o Tricolor joga na próxima quarta-feira, quando visita o River Plate na Argentina, às 21h30 (de Brasília), pela penúltima rodada da fase de grupos.
Fonte Por Redação do ge

