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Representantes de Marinho veem dupla punição, e Flamengo avalia próximos passos

Incomodado com postura do atleta, clube tem cinco dias para responder notificação. Advogada diz que ordem mais recente era de jogador treinar em casa em caso de concentração do time no CT

Com últimos capítulos litigiosos, a relação Marinho e Flamengo ainda não tem proposta de conciliação. A notificação extrajudicial dos representantes do jogador é considerada passo anterior a eventual pedido de reintegração ao grupo principal na Justiça. O Flamengo tem cinco dias para responder o atacante, que tem contrato até o final do ano com o Rubro-Negro.

O caso começou em comunicado do Flamengo no dia 29 de maio. O clube, em nota oficial, informou que o atleta foi multado e que ele treinaria em período alternativo ao grupo de Jorge Sampaoli. Isto porque a comissão técnica entendeu que Marinho se recusou a viajar para atuar contra Ñublense, alegando lesão.

David Luiz e Marinho disputam bola em treino do Flamengo — Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

David Luiz e Marinho disputam bola em treino do Flamengo — Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

Mariju Maciel, advogada de Marinho, conta outra versão e diz que não houve recusa em viajar para trabalhar pelo clube.

– Ele estava somente reivindicando que o clube fizesse os exames para que ele pudesse viajar somente se não estivesse lesionado, pois estava com muitas dores. Mesmo assim o clube lhe aplicou uma multa financeira – conta Mariju.

Os representantes de Marinho entendem que o clube comete espécie de dupla penalização por um mesmo considerado de indisciplina, o que é vedado pelas leis trabalhistas. O primeiro, a multa de 10% no contrato de trabalho previsto em carteira – sem contar os valores de direitos de imagem. O segundo, a retirada do jogador do ambiente de trabalho. A ordem mais recente veio diretamente de Gabriel Andreatta, que veio junto à comissão técnica de Sampaoli. Ele também recebeu notificação da advogada de Marinho.

– Não satisfeito em afastá-lo dos treinos, o clube mandou que ele treinasse em casa sempre que o clube estivesse concentrado no CT. Como um jogador profissional é mandado treinar em casa? Com que fundamento? O que queremos é que o Flamengo ofereça todas as condições para que o atleta cumpra seu contrato sem ser discriminado – afirma a advogada.

Flamengo foi procurado pela reportagem do ge, mas o clube não deu uma resposta oficial e afirmou que o caso está sob avaliação do departamento jurídico.

Marinho teve o nome vinculado ao São Paulo recentemente, mas a oferta significava redução substancial de salário, o que não interessou ao jogador. A direção do Flamengo se decepcionou com a condução do caso pelo jogador, principalmente na ausência da viagem na Libertadores. Sampaoli está decidido a não relacionar e nem escalar mais o atacante. Postura semelhante à que teve na sua época de Santos com o peruano Cueva.

O fato de Marinho ter cometido ato de indisciplina sob gestão de Jorge Sampaoli, técnico de sua melhor fase no Santos e que lhe escalou como titular logo no primeiro jogo à frente do Flamengo, foi encarado como ato de ingratidão por pessoas que compõem o dia a dia rubro-negro.

Fonte Por Fred Gomes e Raphael Zarko

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