Site desenvolvido por Ligado na Net :

DestaquesPolitica

Mendonça e Fux apontam atuação de ‘PF paralela’ durante julgamento sobre Moraes no STF

Ministro afirmou que relatórios teriam sido produzidos fora dos canais oficiais da Polícia Federal e levados ao Supremo durante a crise envolvendo o caso Banco Master

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)Victor Piemonte / STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15), durante o julgamento sobre a situação de Alexandre de Moraes no caso Banco Master, que houve uma atuação que classificou como “PF paralela” dentro da Polícia Federal. A declaração ocorreu durante a sessão extraordinária da Corte, marcada por críticas à produção e ao encaminhamento de relatórios de inteligência envolvendo integrantes do Supremo.

Segundo Mendonça, documentos teriam sido elaborados por integrantes da própria PF fora dos procedimentos regulares da instituição. O ministro questiona a legalidade desse material e afirma que os relatórios foram utilizados para levantar informações sobre sua atuação na condução das investigações do Banco Master.

“Nós temos hoje uma PF paralela, uma PF paralela, com monitoramento de ministros. Não pense que você está salvo não, ministro”Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A discussão ocorre no momento em que o STF analisa a validade dos procedimentos relacionados a um relatório da PF que reuniu informações sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e atribuídas a Moraes. O plenário também avalia se os elementos produzidos durante a apuração podem ser utilizados para eventual investigação envolvendo o ministro.

Durante a sessão, o ministro Luiz Fux também fez um alerta sobre o suposto monitoramento de integrantes do Supremo: “Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições para degradar a Corte”.

O diretor-geral da PF Andrei Rodrigues foi afastado por Mendonça durante as decisões sobre o caso Master. O ministro apontou suspeitas sobre a produção e o uso de um relatório de inteligência da PF que mencionava integrantes do STF e questionou a forma como o documento foi elaborado e encaminhado.

Crise sem precedentes no STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal está reunido nesta terça-feira para analisar se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra Moraes no caso Master. A discussão é baseada em um relatório da Polícia Federal (PF) elaborado a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, com mensagens e outros registros relacionados ao magistrado.

Fachin é o relator do caso e decidiu levar a questão ao plenário após assumir a condução do procedimento. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, questiona a forma como a investigação foi conduzida pelo ministro André Mendonça e pediu a anulação da decisão que levou à produção do relatório.

Na sessão desta terça-feira, os ministros discustem a legalidade da medida que permitiu aprofundar a análise do celular de Vorcaro, a validade das provas obtidas e o destino dos elementos relacionados a Moraes. Uma suposta decisão pela investigação não significa que o ministro seja considerado culpado, mas apenas permitiria o aprofundamento da apuração.

Fonte Mendonça e Fux apontam atuação de ‘PF paralela’ durante julgamento sobre Moraes no STF | Jovem Pan