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Senado paraguaio nega prorrogação de processo de impeachment de Peña

Votação ficou em 39 a 3

O presidente paraguaio, Santiago Peña, fala durante um encontro com seu homólogo chileno, Gabriel Boric (fora do enquadramento), no Palácio Presidencial de La Moneda, em Santiago, no dia 7 de novembro de 2023. Peña chegou ao Chile em visita oficial. (Foto de Javier TORRES / AFP)
Durante a votação, registraram-se também duas abstençõesJavier TORRES / AFP

Os senadores do Paraguai votaram contra e extensão de prazo do processo de impeachmet de Santiago Peña, presidente do país que tentou renunciar após um escândalo bancário que congelou bens de grande parte da população.

O Senado julga nesta sexta-feira (6) o impeachment de Peña, que havia pedido 72 horas para preparar sua defesa. Após uma pausa de 30 minutos na sessão, esse pedido foi negado pelo placar de 39 a 3.

Durante a votação, registraram-se também duas abstenções, dos senadores Celeste Amarilla e Silvio “Beto” Ovelar.

Com essa decisão do plenário, o cronograma segue e o processo de impeachment continuará depois de mais 30 minutos, ficando determinado o comparecimento de Peña ou de sua equipe jurídica perante a Câmara Alta.

Renúncia

Santiago Peña anunciou na tarde de quinta-feira (5) que apresentou o pedido de renúncia ao cargo de presidente do Paraguai após o escândalo envolvendo Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado. No entanto, o Congresso ignorou o pedido e manteve o processo de impeachment.

Se a renúncia tivesse sido aceita, Peña poderia assumir o cargo de senador vitalício, participando dos debates sem votar e com imunidade parlamentar. Caso seja impeachmado, o presidente paraguaio pode ser alvo de processos judiciais.

Milhares de paraguaios foram às ruas de Assunção, na terça-feira (3), cobrando a liberação de seu dinheiro do Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país. A instituição financeira foi colocada sob intervenção depois de ser considerado insolvente. Ou seja, sem capacidade de honrar seus compromissos.

O Banco Central do Paraguai determinou o bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes. Nesta quarta-feira (4), o órgão suspendeu temporariamente saques de dinheiro de determinados fundos de investimentos vinculados ao Ueno Bank. A instituição financeira atendia quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios.

O órgão também comunicou que fará um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores do Ueno Bank. A antecipação será de até 40 salários mínimos. Dívidas pendentes com a instituição financeira serão deduzidas do valor.

Já a Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva de oito suspeitos de envolvimento na crise bancária. Dentre eles, estão o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e do diretor-executivo da instituição financeira, Federico Miguel Vázquez.

Fonte Senado paraguaio nega prorrogação de processo de impeachment de Peña | Jovem Pan