Análise: Santos mostra poder de reação e reduz margem para erros
Peixe sai atrás no placar, vê Yuri ser expulso e aproveita chances para fazer 2 x 1 no Juventude, em Caxias do Sul, quebrando incômodo jejum como visitante no Brasileirão
Por Bruno Giufrida — São Paulo
15/06/2022 04h00 Atualizado há 4 horas
O Santos fez 2 a 1 no Juventude, nesta terça-feira, e conquistou sua primeira vitória longe da Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro. Depois de sair perdendo, o Peixe mostrou poder de reação para aproveitar as chances criadas e virar no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
É preciso, claro, contextualizar: o Santos jogou com um a mais durante alguns minutos do primeiro tempo e em toda a etapa final, por causa da expulsão do volante Yuri. Mesmo assim, no fim de semana, por exemplo, vimos o Atlético-MG, com um a mais, sofrer contra o próprio Peixe, que buscou o empate depois de perder Lucas Pires.
A expulsão de Yuri conta, mas não deve ser o ponto central desta análise. O que fez os rumos do jogo mudarem, na verdade, foi a postura do Juventude depois de abrir o placar. Os donos da casa recuaram e deram espaço demais ao Santos, que soube aproveitar para mostrar seu poder de reação.
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É preciso, porém, analisar também o comportamento antes da expulsão e da mudança de postura do Juventude. O Santos entrou em campo muito passivo, assistindo ao adversário jogar. Fabián Bustos, da beira do campo, gritava a todo momento pedindo para o Peixe ficar com a bola. Sem sucesso. Seu time chegou a ter só 36% de posse.
Atrás no placar, o Santos “acordou”. Depois do início pouco ativo, o Peixe passou a controlar o jogo e praticamente não deu mais margem para erros. Mais uma vez: é preciso contextualizar a expulsão, mas não foi só ela que deu a virada ao time de Fabián Bustos.
O Santos foi dominante nos minutos finais do primeiro tempo e, principalmente, na etapa final. Com um a mais, soube aproveitar os espaços deixados pelo Juventude. Abusou de cruzamentos, mas construiu, também, jogadas pelo meio.
A equipe comandada por Fabián Bustos adiantou suas linhas e deixou a bola nos pés de Bruno Oliveira, o armador do time depois do intervalo, para chegar à virada. Contou, também, com a individualidade de Marcos Leonardo e Ângelo, que saíram do banco de reservas, para fazer o gol da vitória. Antes, Eduardo Bauermann havia marcado o do empate.
Apesar de críticas sobre “o Santos depender muito da individualidade de seus garotos”, não é feio admitir: o time tem talentos que sobram diante de tanta razoabilidade. Marcos Leonardo e Ângelo vão decidir jogos a favor do Peixe, independentemente do técnico. E isso não é ruim.
Fonte: Bruno Giufrida — São Paulo

