MPF no DF abre procedimento preliminar para apurar se houve peculato no caso das joias
Apuração preliminar foi iniciada a partir de pedido da deputada Luciane Cavalcanti (PSOL-SP) para que Jair e Michelle Bolsonaro sejam investigados.
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Conjunto de joias avaliadas em R$ 16,5 milhões apreendido pela Receita — Foto: Amanda Perobelli/Reuters
O Ministério do Público Federal (MPF) no Distrito Federal abriu, nesta sexta-feira (17), procedimento preliminar para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por peculato no caso das joias trazidas da Arábia Saudita.
O governo do ex-presidente tentou trazer ao Brasil, de forma irregular, joias com diamantes avaliadas em R$ 16,5 milhões. Os objetos foram dados de presente pelo regime da Arábia Saudita, após o governo brasileiro fazer uma missão oficial ao país árabe.
O procedimento preliminar foi aberto a partir da denúncia da deputada federal Luciane Cavalcanti (PSOL-SP). O procurador do MPF no DF Caio Vaez Dias é o responsável pelo caso. O g1 tenta contato com a defesa de Jair e Michelle Bolsonaro.
Conforme revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”, as joias acabaram retidas na Receita Federal, devido à falta de declaração de entrada, porém houve diversas tentativas de membros do governo Bolsonaro de retirá-las.
A TV Globo mostrou que, em uma dessas tentativas, o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que as joias iram para Michelle Bolsonaro. À Polícia Federal, ele mudou a versão.
Depois, foi descoberta a existência de um segundo pacote de joias – também dado pela Arábia Saudita em 2021 e está em posse do ex-presidente Bolsonaro.
Segundo resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o procedimento será analisado em um prazo de 30 dias, prorrogáveis por um prazo de 90 dias. Nesse período, o procurador do MPF pode colher informações preliminares sobre o caso.
Fonte Por José Vianna

