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A queda na Copa de 2026 e como a Noruega de Erling Haaland surpreendeu e eliminou o Brasil

Com dois gols do atacante do Manchester City, a seleção nórdica impôs ao Brasil sua pior campanha em Mundiais desde 1990 e garantiu vaga inédita nas quartas de final

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Erling Haaland, jogador da NoruegaBRUNO MOTTA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

A resposta para o mais novo trauma do futebol nacional atende pelo nome de Erling Haaland. No dia 5 de julho de 2026, o centroavante marcou dois gols na reta final do segundo tempo e sacramentou a vitória por 2 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, explicando de forma amarga como a Noruega de Erling Haaland surpreendeu e eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. O revés decretou a pior campanha brasileira no torneio em 36 anos, desde 1990, e confirmou um jejum histórico de títulos mundiais que vai se estender pelo menos até 2030.

A noite em que o centroavante ofuscou a seleção no MetLife Stadium

A partida começou com a promessa de imposição técnica da equipe comandada por Carlo Ancelotti, mas rapidamente se transformou em um teste de nervos. O roteiro do desastre começou a ser escrito ainda no primeiro tempo, quando o volante Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti, parando em uma defesa brilhante do goleiro Orjan Nyland. A falha minou a confiança do elenco e entregou o controle emocional do jogo aos noruegueses, que apostaram em uma marcação agressiva e transições rápidas orquestradas por Martin Odegaard.Play Video

O castigo definitivo veio na segunda etapa, quando a letalidade do adversário ficou evidente. Aos 34 minutos, Haaland subiu livre na área para abrir o placar de cabeça. Dez minutos depois, aos 44, o camisa 9 aproveitou os espaços deixados por uma defesa desorganizada e marcou o segundo gol. O pênalti convertido por Neymar nos acréscimos, cobrado aos 46 minutos, não foi suficiente para evitar a queda precoce. O resultado garantiu a primeira classificação da história da Noruega para as quartas de final de um Mundial.

O ranking dos maiores algozes europeus da seleção em Copas

A derrota nos Estados Unidos reforça um tabu incômodo: desde a conquista do pentacampeonato em 2002, o Brasil foi eliminado exclusivamente por seleções europeias. O revés para os noruegueses altera a prateleira de grandes frustrações nacionais. Abaixo, o histórico atualizado das pedras no sapato do país no torneio:

1. França: três eliminações históricas

A seleção francesa lidera a lista de carrascos históricos. Os europeus mandaram os brasileiros de volta para casa nas quartas de final de 1986 e 2006, além de terem vencido a inesquecível final de 1998 com uma atuação de gala de Zinedine Zidane.

2. Itália: duas quedas traumáticas

Os italianos foram responsáveis por encerrar campanhas promissoras em duas ocasiões. A primeira aconteceu na semifinal de 1938. A segunda, e mais traumática, foi a Tragédia do Sarriá em 1982, quando Paolo Rossi marcou três gols e eliminou o lendário esquadrão de Telê Santana.

3. Holanda: algoz em momentos decisivos

A equipe laranja atravessou o caminho brasileiro na segunda fase de grupos de 1974, na era do Carrossel Holandês, e voltou a assombrar o país nas quartas de final de 2010, com uma vitória de virada comandada por Wesley Sneijder na África do Sul.

4. Alemanha: o desastre em solo nacional

Embora registre apenas uma eliminação direta na era moderna, o peso do adversário é incalculável. O massacre por 7 a 1 na semifinal de 2014, em pleno Mineirão, permanece como a maior derrota da história centenária do futebol brasileiro.

5. Noruega, Croácia e Bélgica: a barreira contemporânea

O trio compõe a lista de algozes recentes nas fases de mata-mata. A Bélgica venceu nas quartas de 2018, a Croácia avançou nos pênaltis em 2022, e agora a Noruega impôs a eliminação nas oitavas de final de 2026, evidenciando a dificuldade tática do Brasil contra blocos europeus.

O peso do jejum e o cenário de terra arrasada para 2030

A queda precoce em Nova Jersey expôs as feridas de um ciclo marcado por instabilidade e erros de planejamento. A entrada tardia de Endrick, que perdeu uma chance clara logo no primeiro toque na bola, e a postura passiva da equipe na reta final do jogo refletem a falta de repertório do time de Carlo Ancelotti no momento decisivo. A eliminação resgata o fantasma da Copa da Itália, em 1990, última vez em que o país havia caído ainda na fase de oitavas de final.

Mais do que o vexame esportivo, a derrota consolida uma marca incômoda para o futebol nacional. Quando a bola rolar para a edição de 2030, a seleção completará 28 anos sem erguer a taça. Esse intervalo iguala o maior período de seca da história do país, registrado entre a edição inaugural do torneio, em 1930, e a conquista do primeiro título na Suécia, em 1958.

A eliminação precoce nos Estados Unidos não apenas consagra a atual geração norueguesa, mas obriga a Confederação Brasileira de Futebol a repensar sua estrutura. O tropeço diante dos nórdicos entra para os registros como o marco de uma era em que o talento individual não conseguiu superar a organização coletiva e a letalidade de um único craque adversário.

Fonte A queda na Copa de 2026 e como a Noruega de Erling Haaland surpreendeu e eliminou o Brasil | Jovem Pan