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Análise: o que funcionou e o que deu errado na estreia de António Oliveira no Corinthians

Português faz ajustes, consegue encerrar sequência de cinco derrotas do Timão e aumenta esperança de um bom trabalho na sequência da temporada

Um novo técnico, uma nova formação e a desejada vitória após cinco derrotas seguidas. Assim pode ser resumido o 2 a 0 do Corinthians contra a Portuguesa, no último domingo, na Neo Química Arena, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

Foram apenas dois treinos comandados pelo português António Oliveira, tempo insuficiente para uma análise mais profunda do que deve ser o trabalho. No entanto, a impressão inicial é positiva e dá esperança de uma mudança de comportamento em relação aos primeiros jogos da temporada.

Dos dois jogadores mais contestados do início do ano se destacaram. Maycon e Yuri Alberto marcaram, voltaram a atuar bem e representam a busca por uma virada de chave no clube após o mau início e a crise nos primeiros dias de 2024.

O resultado foi o suficiente para tirar o Corinthians da zona de rebaixamento e dar sobrevida na busca pela classificação para as quartas de final. A vitória, que encerrou sequência de cinco derrotas e o pior início de ano desde 1932, dá ânimo e tranquilidade para o início da passagem de António Oliveira no clube em busca das soluções necessárias para uma equipe ainda em formação.

António Oliveira em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

António Oliveira em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

Primeiras impressões

António Oliveira mudou a disposição tática do Corinthians. Caetano foi improvisado na esquerda e entrou no lugar de Hugo, com Raul Gustavo formando a dupla de zaga com Félix Torres. Sem a bola, o trio fez uma linha defensiva dando a Fagner liberdade para subir e povoar o meio de campo, quase como um ponta pela direita.

Pedro Raul teve no ataque as companhias de Wesley e Yuri Alberto. As mudanças deram maior mobilidade ao Corinthians, mas sem a mudança esperada em termos de criatividade. Rodrigo Garro foi o grande articulador e responsável pelas bolas paradas.

E a principal chance do Corinthians na primeira etapa saiu em uma cobrança de falta do camisa 16. Raniele recebeu na segunda trave e tocou para a chegada de Pedro Raul. O centroavante dominou, bateu e parou em grande defesa de Thomazella.

Corinthians sofreu ofensivamente nos primeiros minutos contra a Lusa  — Foto: Marcos Ribolli

Corinthians sofreu ofensivamente nos primeiros minutos contra a Lusa — Foto: Marcos Ribolli

A melhor chance dos primeiros 45 minutos, porém, foi da Portuguesa. Logo nos primeiros minutos, Chrigor levou vantagem na disputa com Raniele, invadiu a área e tocou na saída de Cássio, que conseguiu a defesa.

O plano de António Oliveira precisou mudar com a lesão de Pedro Raul, que deixou o campo aos 30 minutos com desconforto muscular na coxa direita. A entrada de Matías Rojas mudou a configuração do ataque, com o paraguaio jogando mais aberto, e Yuri Alberto voltando a ser referência.

Maycon comemora o gol em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

Maycon comemora o gol em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

Em jogada individual, Wesley, um dos mais participativos e agudos do Corinthians na partida, descolou belo passe para Fagner, que foi derrubado na área. Maycon cobrou e colocou o Timão à frente no placar aos 40 minutos. Ainda deu tempo de Cássio fazer grande defesa em chute de Felipe Marques para evitar o empate.

Ajustes necessários

O segundo tempo evidenciou alguns problemas que terão de ser resolvidos por António Oliveira. O técnico terá trabalho e precisará de tempo e reforços para encontrar as soluções mais urgentes.

A principal deficiência neste momento é defensiva. Félix Torres, Raul Gustavo e Caetano têm encontrado dificuldade em acompanhar jogadas em velocidade, como nas chegadas de Felipe Marques e Chrigor no duelo deste domingo.

Pedro Raul sai para a entrada de Rojas em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

Pedro Raul sai para a entrada de Rojas em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

Outra dificuldade defensiva encontrada é a bola aérea. Contra a Lusa, por exemplo, Cássio teve dificuldades em jogadas pelo alto pela falta de proteção. Raul Gustavo aumentou a estatura da defesa, ajudando também ofensivamente. Gustavo Henrique ficou no banco pela primeira vez e pode ser uma alternativa.

António Oliveira também terá de buscar uma solução para a lateral esquerda. Com Hugo em má fase e Diego Palácios lesionado, o técnico improvisou Caetano no setor. Apesar da boa atuação, o time perde muito ofensivamente sem um lateral de origem.

Rodrigo Garro em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

Rodrigo Garro em Corinthians x Portuguesa — Foto: Marcos Ribolli

No meio de campo, Rodrigo Garro deu o toque de criatividade que vinha faltando, mas ainda precisa de um companheiro para ajudar na criação e dividir a marcação. O camisa 16 mostrou bom desempenho e papel de liderança nos dois primeiros jogos.

No ataque, António Oliveira acertou ao apostar em Yuri Alberto mais móvel, atuando aberto pela direita e participando mais do jogo. A lesão de Pedro Raul e o retorno de Yuri como referência mostrou que o técnico não só precisa de pontas, mas que quem atuar como centroavante terá dificuldade pela falta de chances criadas. Quando a bola chegou, Yuri arrancou e marcou para garantir a vitória e o fim da sequência de cinco derrotas.

Corinthians busca reforços no mercado para auxiliar António Oliveira, que deu indícios de um início de trabalho promissor. A vitória na estreia respalda o comandante para os ajustes necessários para a formação de uma equipe competitiva para a temporada.

Fonte Por Emilio Botta 

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