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Bolsonaro se defende com vídeo em que Lupi pede impressão do voto: ‘Sem recontagem, a fraude impera’

Carlos Luppi (PDT) é autor da ação que alega que Bolsonaro usou cargo e a estrutura do governo para disseminar informações falsas e fazer campanha em reunião com embaixadores em julho de 2022

BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOJair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante encontro com parlamentares federais e estaduais do Partido Liberal (PL), em 26 de junho de 2023

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em redes sociais nesta quarta-feira, 28, para criticar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível pelos próximos oito anos. Na publicação, é usado um trecho de vídeo no qual o atual ministro da Previdência e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, autor da ação que alega que Bolsonaro usou o cargo e a estrutura do governo para disseminar informações falsas e fazer campanha em reunião com embaixadores, aparece defendendo a impressão dos votos para recontagem, uma das bandeiras de campanha do ex-chefe do Executivo federal. Lupi publicou o vídeo, também em redes sociais, em fevereiro de 2022. “Desde o surgimento da urna eletrônica há 25 anos atrás, nosso líder, nossa referência no partido, Leonel de Moura Brizola, já defendia uma coisa simples de se fazer, a impressão do voto. (…) Sem a impressão do voto não há possibilidade de recontagem. Sem recontagem, a fraude impera”, disse o pedetista. Em vídeo publicado em 18 de fevereiro, Lupi foi às redes sociais criticar a proposta de Bolsonaro de retornar ao voto manual, alegando que a ideia dos pedetistas seria a impressão de comprovante individual do voto, sem a exclusão das urnas eletrônicas. “Nós nunca vamos defender o que Bolsonaro quer: voltar ao voto manual e ameaçar a democracia. O PDT jamais aceitará golpe!”, afirma.

A publicação remete ao voto do relator da ação no TSE, que indicou a inelegibilidade de Bolsonaro na sessão desta terça-feira, 27. Ao proferir seu voto durante três horas, o ministro Benedito Gonçalves afirmou que Bolsonaro difundiu “pensamentos intrusivos a respeito de fraudes eleitorais imaginárias” e que existiu um “flerte perigoso com o golpismo”. “No dia de ontem, 27 de junho, o senhor ministro Benedito Gonçalves, relator, deu seu voto para minha inelegibilidade por oito anos, sob a acusação de abuso de poder político em uma reunião com embaixadores. Agora, o autor da ação é o senhor Carlos Lupi, presidente do PDT, e atual ministro da Previdência Social do Lula. Veja o que ele disse há poucos meses sobre esse mesmo assunto”, escreveu, em texto que acompanha um vídeo publicado nesta quarta nas redes sociais.

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