Como Abel e Alex ajudaram Veiga a mudar estilo e decidir vitória do Palmeiras na Libertadores
Autor do gol no 1 a 0 sobre o Atlético-MG, meia contou qual foi a estratégia pensada pelo técnico português para o jogo no Mineirão, pelas oitavas de final
Raphael Veiga decidiu a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, na partida de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores, no Mineirão.
Autor do gol do triunfo alviverde, o camisa 23 teve uma atuação diferente do estilo que gosta. Em vez de se movimentar e voltar para buscar jogo nos volantes, ele ficou mais posicionado atrás de Rony, aproveitando-se dos espaços nas costas dos volantes do Atlético-MG.
A estratégia foi pensada por Abel Ferreira. O treinador tentou convencer o camisa 23 de que seria melhor ficar mais próximo do gol e participar menos do jogo, algo que ele já tinha ouvido do ex-meia Alex.
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Raphael Veiga chuta bandeirinha do Atlético-MG após gol do Palmeiras — Foto: César Greco
Ele deu apenas 22 toques na bola, mas deitou e rolou no buraco entre os zagueiros e volantes do Galo.
– O Abel falou comigo uma coisa, e o Alex já tinha comentado a mesma coisa. Que eu sempre fui um cara que gosta de participar do jogo, pegar na bola, receber, tocar, passar… Só que eles falaram que é melhor, para mim e para o time, eu talvez participar menos, receber menos a bola, mas ser mais efetivo, ficar mais perto do gol e na linha central – relatou.
– Fico atrás dos volantes, analisando, tentando achar o espaço para, quando eu pegar, ser mais decisivo. Eu tenho mudado isso nos últimos jogos. No começo do jogo, principalmente, procurei esses espaços para achar os passes, muitas vezes de primeira, para depois prosseguir – completou.
Depois de ficar 12 jogos sem marcar, Raphael Veiga tem dois gols e uma assistência nas últimas três partidas do Verdão.
Ele é o artilheiro do Palmeiras no ano com 13 gols, e o principal assistente, com 13 passes para gol. Assim, o meia igualou as marcas de 2020, 2021 e 2022, com 26 participações diretas para gol, recorde na sua carreira.
Os bons números contrastam com o momento ruim que o camisa 23 viveu especialmente após a convocação para os amistosos com a seleção brasileira. Abel entende que a rotina de trabalhos de seleções teve influência nisso.
– O Veiga é um jogador completo. Ele também passou por problemas. Se falam da seleção, mas não foi o problema. O problema é que se treina pouco na seleção, e é assim com todos. Os que jogam tem ritmo, mas o que não jogam, infelizmente… Mas o problema do Veiga foi o mesmo do Rony, Dudu, Murilo, Zé Rafael. Hoje vimos o Zé Rafael que víamos há um mês atrás. Infelizmente aconteceu, temos que aceitar – explicou o português.
A sequência ruim que o Palmeiras viveu depois da Data Fifa impactou na confiança do time, que começou a recuperá-la com as duas vitórias obtidas no Brasileirão antes do jogo contra o Atlético-MG.
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Gol de Raphael Veiga em Atlético-MG x Palmeiras — Foto: César Greco
– Quando não estamos ganhando, não vou mentir e falar que a confiança é a mesma, mas mesmo em momentos assim, fomos um time que conseguimos manter um emocional equilibrado para sair da situação. Acho que fizemos um bom jogo hoje (quarta). Não conheço ninguém que só receba críticas ou só elogios. No futebol damos osciladas, mas trabalhamos para não durar muito tempo e demorar para acontecer – completou Veiga.
Com o triunfo por 1 a 0 na Libertadores, o Verdão consegue a classificação às quartas de final com empate no Allianz Parque. O jogo de volta será na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília).
Fonte Por Thiago Ferri

