Dólar fecha o dia cotado a R$ 6,05 após cinco pregões seguidos de alta
Apesar do refresco hoje, o real teve desempenho inferior a de seus principais pares latino-americanos (peso mexicano e peso chileno)
ADRIANA TOFFETTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Com mínima a R$ 6,0320 e máxima a R$ 6,0954, o dólar à vista fechou em baixa de 0,16%
Após cinco sessões consecutivas de alta, o dólar à vista fechou em leve queda no mercado doméstico nesta terça-feira (3), mas se manteve acima da linha de R$ 6,00. Embora com algumas trocas de sinal, a divisa operou em terreno positivo na maior parte do dia, firmando-se em baixa apenas na última hora de negócios, quando sugiram notícias positivas no front fiscal.
A recuperação do real coincidiu com falas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Lira, que na semana passada prometeu celeridade na apreciação do pacote fiscal, pautou hoje à tarde requerimento de urgência para votação em plenário de duas medidas propostas pelo governo – uma delas é o projeto de lei que ajusta as despesas com salário mínimo aos limites do arcabouço fiscal.
Já o secretário do Tesouro afirmou que há condições de fechar 2024 com um déficit primário mais perto de 0,2% do PIB do que de 0,25%, o piso inferior da banda de tolerância da meta fiscal, que neste ano é de déficit primário zero.
Com mínima a R$ 6,0320 e máxima a R$ 6,0954, o dólar à vista fechou em baixa de 0,16%, cotado a R$ 6,0584, após ter acumulado valorização de 4,5% nas cinco sessões anteriores e renovado pico nominal histórico nos últimos quatro pregões. Apesar do refresco hoje, o real teve desempenho inferior a de seus principais pares latino-americanos, os peso mexicano e chileno.
Termômetro do comportamento da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY recuava 0,12% no fim da tarde, ainda acima da linha dos 106,200 pontos. Destaque negativo no dia para o won sul-coreano, que chegou a perder mais de 1% na comparação com o dólar diante de uma crise política deflagrada pela decisão do presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, de decretar e, em seguida, suspender lei marcial de emergência.
Fonte Por Jovem Pan
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