‘Já levei facada na barriga, e hoje foi nas costas’, diz Bolsonaro após decisão do TSE
Em conversa com jornalistas, o ex-presidente também afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral trabalhou contra suas propostas e que a oposição ainda não tem um nome para as eleições de 2026
Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Julgamento que determinou inelegibilidade de Bolsonaro terminou com placar de 5 a 2 pela condenação
Momentos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formar maioria para o tornar inelegível, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou ter levado “uma facada nas costas” ao ter sua inelegibilidade confirmada pela Corte. A declaração foi dada nesta sexta-feira, 30, durante conversa com jornalistas em Belo Horizonte. “Respeitei a Constituição, trabalhei dentro das quatro linhas. Parece que esse esforço todo não teve esse valor reconhecido. […] Não gostaria de me tornar inelegível”, disse Bolsonaro. “Há pouco tempo, levei uma facada na barriga. Hoje levei uma facada nas costas com a inelegibilidade por abuso de poder político”, continuou o ex-presidente. Em seguida, Bolsonaro voltou a citar o julgamento da chapa Dilma-Temer em 2017, dizendo que a jurisprudência foi alterada e que ele foi julgado e condenado pelo “conjunto da obra”. Questionado pelos jornalistas, o ex-presidente disse que vai conversar com seus advogados e verificar opções viáveis. “Eu vou conversar com os advogados. Vou ver o que o advogado tem a dizer sobre”, disse Bolsonaro.
O ex-chefe do Executivo também analisou o cenário político do país, dizendo que a oposição para Lula em 2026 ainda não existe. Em seguida, ele ironiza o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando o atual mandatário de “grande democrata” e afirmando que o TSE trabalhou contra suas propostas. “O caminho está bastante avançado para uma ditadura. Eleições sem confronto não é democracia. Quem seria oposição para o atual mandatário que está ai em 2026? No momento, ainda não tem nome. Pode ser que apareça, mas não tem nome. Seria quase um W.O. ou poderiam, por aclamação, lá no TSE, continuar o mandato do Lula, afinal de contas ele é um grande democrata. Um cara que esteve na cadeia por tanto tempo, condenado por nove juízes em três instâncias, tirado da cadeia para disputar a presidÊncia. Um massacre para cima de mim, por parte de alguns setores da sociedade, e também um Tribunal Superior Eleitoral que trabalhou contra as minhas propostas. Fui proibido de mostrar imagens do Lula defendendo aborto, dizendo que pode roubar um celular para tomar uma cervejinha”, afirmou o ex-presidente.
O julgamento que tornou Bolsonaro inelegível começou na semana passada. O relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, votou pela inelegibilidade do ex-chefe do Executivo, sendo acompanhado por Floriano de Azevedo, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Por outro lado, os ministros Raul Araújo e Nunes Marques se posicionaram contra a decisão.
Fonte Por Jovem Pan
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