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No Corinthians, Luxa barrou Marcelinho Carioca e Edilson e dividiu comando com a Seleção

Treinador volta ao clube em que também trabalhou – e colecionou polêmicas – em 1998 e 2001

O técnico Vanderlei Luxemburgo está de volta ao Corinthians após 22 anos para sua terceira passagem pelo clube em que venceu o Brasileiro de 1998 e o Paulista de 2001.

No Parque São Jorge, onde dava ponto diariamente – o CT Joaquim Grava só seria inaugurado quase uma década depois de deixar o Corinthians em 2001 –, Luxemburgo colecionou polêmicas e não se intimidou com ídolos da torcida alvinegra.

Seus principais embates foram com Marcelinho Carioca, um dos mais vitoriosos atletas a vestirem a camisa alvinegra.

O primeiro atrito ocorreu em julho de 1998, quando o time estava em Salvador para a disputa do Torneio Maria Quitéria, e Marcelinho não respeitou o horário para voltar ao quarto de hotel onde estava hospedado – anos depois a história ganhou detalhes com a suposta presença de uma mulher na concentração corintiana.

A situação acabou resolvida dias depois, e o meia teve que pagar uma multa.

Os dois voltaram a se estranhar na reta final do Brasileiro, em que o Corinthians liderava – e depois venceria.

Marcelinho foi cortado horas antes de um clássico contra o São Paulo e ficou fora de outros dois jogos no fim da fase de classificação do torneio. Voltaria depois, nos mata-matas, tendo sido um dos principais personagens daquela conquista.

Vanderlei Luxemburgo cumprimenta Fagner na sua chegada ao Corinthians — Foto: Rodrigo Coca

Vanderlei Luxemburgo cumprimenta Fagner na sua chegada ao Corinthians — Foto: Rodrigo Coca

Mas a confusão entre o jogador e o técnico não teve consequências apenas no Corinthians. Luxemburgo se tornou o técnico da Seleção após a Copa da França e a saída de Zagallo. No segundo semestre daquele ano, se dividiu no comando do clube e da equipe brasileira.

A rixa entre eles fez com que Luxemburgo deixasse de convocar Marcelinho para um amistoso contra a Rússia – o meia tinha jogado e feito gols em duas partidas anteriores, contra Equador e Iugoslávia.

Naquele ano, o técnico também afastou outros dois ídolos alvinegros, Vampeta e Edilson.

Ambos tinham sido acusados, em fevereiro de 1998, de desacatarem um policial que aplicava uma multa de trânsito. Vampeta, depois, pediu desculpas pelo incidente e foi reintegrado. Edilson se recusou a fazer o mesmo e ficou quatro semanas fora do time.

O atacante teria problemas com o técnico no ano seguinte, quando Luxemburgo se dedicava apenas à Seleção. Por causa das famosas embaixadinhas que geraram uma briga histórica com jogadores do Palmeiras na final do Paulista de 1999, Edilson foi cortado da Copa América – Ronaldinho Gaúcho foi convocado em seu lugar.

Depois de uma passagem frustrante pela Seleção, Luxemburgo retornou ao Corinthians no início de 2001, onde reencontrou Marcelinho e os atritos com o meia.

O técnico voltou ao Parque São Jorge num momento em que o time, que tinha feito campanha vexatória na Copa João Havelange, em 2000, estava entre os últimos no Paulista. No lugar de Dario Pereyra, demitido pouco antes, recuperou a equipe e a levou ao título do estadual – com Marcelinho, outra vez, como protagonista.

Corinthians também foi à final da Copa do Brasil, mas foi derrotado pelo Grêmio, então com Tite no banco.

Depois disso, Luxemburgo e Marcelinho romperam de vez – o que levou o meia a deixar o clube.

O relacionamento ruim do jogador se estendeu também aos demais jogadores do elenco, especialmente ao meia Ricardinho, e eles chegaram a convocar uma entrevista coletiva para criticá-lo. Marcelinho então se mudou para o Santos.

Luxemburgo ainda ficaria no Corinthians até o fim daquele ano, quando a campanha ruim no Brasileiro e o envolvimento do treinador na CPI do Futebol encurtaram a segunda passagem dele pelo clube.

Vanderlei Luxemburgo, Duilio Monteiro Alves e Alessandro Nunes no Corinthians — Foto: Rodrigo Coca

Vanderlei Luxemburgo, Duilio Monteiro Alves e Alessandro Nunes no Corinthians — Foto: Rodrigo Coca

Fonte Por Redação do ge 

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