Polícia apreende último suspeito de participar de estupro coletivo de crianças em SP
Caso ocorreu em 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, bairro na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste da capital
Divulgação / Polícia Civil da Bahia
Polícia prende último suspeito de participar de estupro coletivo de crianças em SP
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta segunda-feira (24) o último suspeito de participar de um estupro coletivo descoberto por vídeos em redes sociais. O adolescente de 15 anos foi localizado no bairro de Ermelino Matarazzo, em Guarulhos, por agentes do 63º Distrito Policial, da Vila Jacuí. Ele compareceu à delegacia na companhia da mãe antes de ser transferido para a Fundação Casa.
s. O adolescente de 15 anos foi localizado no bairro de Ermelino Matarazzo, em Guarulhos, por agentes do 63º Distrito Policial, da Vila Jacuí. Ele compareceu à delegacia na companhia da mãe antes de ser transferido para a Fundação Casa.
Antes, a polícia já havia apreendido três adolescentes com idades de 14 a 16 anos. No fim de semana, agentes de segurança prenderam um homem de 21 anos no município de Jequié, na Bahia. A polícia de São Paulo mantém conversas com autoridades da Bahia para a transferência do homem de 21 anos.
As apurações da delegacia indicam que o homem de 21 anos fez os vídeos dos atos com um aparelho de telefone. As imagens circularam em redes da internet. O grupo de cinco indivíduos atraiu as vítimas para o interior de um imóvel com convites para empinar pipas. As pessoas com envolvimento nos crimes moravam perto das crianças.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, disse no domingo (3) que, em mais de quatro décadas atuando nas forças de segurança do Estado, não tinha se deparado com algo tão terrível quanto esse caso.
“Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim, cena terrível, inesquecível, vai ficar no meu subconsciente por muito tempo”, disse Nico.
Irmã reconheceu caso
A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pela investigação, afirmou que o caso primeiro repercutiu nas redes sociais, mas a ocorrência não tinha sido apresentada na delegacia.
“Assim que tomamos conhecimento, os investigadores saíram a campo, conseguiram localizar as vítimas, porque as vítimas estavam sendo pressionadas para não registrassem o boletim de ocorrência na delegacia. Embora na internet estivesse sendo divulgado os vídeos, a família não havia registrado o boletim”, disse.
Janaína afirma que a irmã de uma das vítimas, que não mora mais na comunidade, recebeu os vídeos, reconheceu e levou o caso à delegacia. Mas ela não tinha informações sobre onde e quando os crimes ocorreram.
De acordo com a delegada, as famílias foram pressionadas para não acionar a polícia. “A família foi pressionada pela comunidade. Eles queriam resolver entre eles e não queriam que a polícia tomasse conhecimento.”
A investigação aponta que os agressores conviviam com as vítimas e se aproveitaram dessa relação para cometer os crimes.
“Eles eram vizinhos, e eles conviviam. As crianças tinham confiança neles. Foram soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel (de um dos adolescentes) porque eles passaram e falaram: ‘vamos soltar pipa? Ah, entra aqui que tem uma linha’”, disse Janaína.
“Um dos adolescentes falou que inicialmente era uma brincadeira que acabou escalando. Mas a iniciativa de gravar os vídeos foi do maior. Foi ele que começou as brincadeiras, segundo eles. E ele começou a gravar no celular dele. E depois ele pediu para que outro menor gravasse”, continuou.
Fonte Polícia apreende último suspeito de participar de estupro coletivo de crianças em SP | Jovem Pan

