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Por terra ou pelo ar, torcedores não medem esforços para acompanhar a final: “Tudo pelo Flamengo”

Ge conta a história de dois torcedores que acompanharão a decisão no estádio e simbolizam o sacrifício pelo sonho. Um vai levar quase uma semana de carro, enquanto o outro precisou de cinco voos

Por Fred Huber — Guayaquil, Equador

28/10/2022 04h00  Atualizado há 5 minutos

Os torcedores do Flamengo tomaram conta de Guayaquil para a disputa da final da Libertadores, contra o Athletico-PR, no sábado, e as histórias de amor que não mede esforço se multiplicam.

A logística complicada para ir do Brasil ao Equador exigiu dos torcedores muita paciência, criatividade e dinheiro para tentar testemunhar o possível tricampeonato do Flamengo.

ge conversou com dois torcedores rubro-negros que simbolizam todo o esforço para chegar a Guayaquil, um por terra e outro pelo ar.

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Por causa do alto valor das passagens aéreas, os flamenguistas Wagner Crespim e a esposa Luthyara Boles resolveram encarar uma viagem de carro com previsão de durar seis dias – um trajeto de mais de 7 mil quilômetros.

Trajeto feito pelo torcedor Wagner desde Vitória, no Espírito Santo — Foto: Reprodução

Trajeto feito pelo torcedor Wagner desde Vitória, no Espírito Santo — Foto: Reprodução

A maratona começou em Vitória, no Espírito Santo, no último sábado, rumo ao Rio de Janeiro para a troca dos ingressos para a final. Da Gávea, eles foram para Foz do Iguaçu, no Paraná, para depois iniciar a parte internacional da viagem. Durante o trajeto, os amigos Marcos Bruno Moreira e Alex Santtana se juntaram ao grupo.

Wagner no carro com a esposa e os amigos rumo a Guayaquil — Foto: Arquivo pessoal

Wagner no carro com a esposa e os amigos rumo a Guayaquil — Foto: Arquivo pessoal

Wagner e os amigos cruzaram a fronteira pela Argentina, foram pelo deserto do Atacama, passaram pelo Chile, por Lima, no Peru, cidade do título de 2019, e a programação é de que até a noite desta sexta-feira a tão sonhada chegada a Guayaquil aconteça, depois de problemas mecânicos e longas esperas nas imigrações.

– Tive a oportunidade de ir a Lima, em 2019, e Montevidéu, em 2021, e neste ano, por causa do alto custo dos voos para Guayaquil, eu decidi ir de carro rumo à glória eterna – disse Wagner.

Mesmo alguns torcedores que viajaram para Guayaquil de avião não tiveram vida fácil, principalmente pela falta de voos diretos entre o Brasil e Equador.

Raphael Dias levou 38 horas para chegar em Guayaquil depois de cinco voos — Foto: Arquivo pessoal

Raphael Dias levou 38 horas para chegar em Guayaquil depois de cinco voos — Foto: Arquivo pessoal

O rubro-negro Raphael Dias, do Rio de Janeiro, levou 38 horas para chegar no palco da final da Libertadores. Para tentar baratear o custo da passagem ele encarou cinco voos.

Ele saiu do Rio de Janeiro, parou em Salvador, desceu para São Paulo, fez conexão em Bogotá, na Colômbia, entrou no Equador por Quito e pegou mais um voo até chegar em Guayaquil.

– Eu saí do Rio na terça-feira, dia 25, à tarde, fui para Salvador e depois para São Paulo. Lá, eram nove horas de espera, aí em fiquei em um hotel perto do aeroporto. Na simulação que fiz, saía mais caro R$ 1.500 ir do Rio direto para São Paulo. Então, encarei. Só cheguei a Guayaquil na quinta-feira, 7h30 da manhã. A conexão em Bogotá foi de 11 horas. Em Quito, de cinco horas. Foi uma peregrinação. Mas é aquilo: nada do Flamengo, tudo pelo Flamengo – contou ao ge.

Sábado, a partir das 17h (de Brasília), todas as histórias se juntam em um só lugar, o estádio Monumental de Guayaquil, onde Flamengo e Athletico-PR decidem quem fica com o título e quem fará o caminho de volta para casa com alegria ou tristeza.

Fonte: Fred Huber — Guayaquil, Equador

https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2022/10/28/por-terra-ou-pelo-ar-torcedores-nao-medem-esforcos-para-acompanhar-a-final-tudo-pelo-flamengo.ghtml