Entrevista: ‘Nós concordamos em participar do jogo, agora não adianta mais chorar’, diz Mourão
Vivendo os últimos dias no Palácio do Planalto, o senador eleito admite que deveria ter falado menos, conta que ser vice-presidente é frustante e diz que eleição foi limpa
Por Gabriel Mascarenhas e Natália Portinari — Brasília
02/11/2022 04h30 Atualizado há uma hora
Qual balanço o senhor faz desses quatro anos?
O que aprendi é que você tem que entender qual o papel do vice-presidente. A Constituição diz que o Executivo é exercido pelo presidente e seus ministros. O vice-presidente é um apêndice. Tu só vai se dar conta disso quando vira efetivamente vice-presidente.
- De vice para vice: Mourão envia mensagem a Alckmin e reconhece resultado da eleição
- Eleições 2022: Mourão é eleito senador pelo RS, à frente de Olívio Dutra, do PT
Isso é frustrante para quem senta aqui?
Acho que todos (os vices) se frustraram. Nos Estados Unidos, na Argentina, no Uruguai, o vice-presidente é também presidente do Senado. Acho que é uma mudança que seria boa aqui. Por outro lado, pela minha personalidade, muita gente me procurou para mostrar projetos, pedir apoio nos ministérios, convidar para fazer palestra, visitar municípios, estados. Eu não tive marasmo.
O senhor admite que teve dificuldade de comunicação com o presidente, o que pode ter gerado as brigas?
Eu nunca briguei com ele publicamente. Ele reclamava de mim, pô. É aquela história, eu tenho noção, né? No atacado nós temos o mesmo pensamento, mas a forma de fazer as coisas é outra.
Fonte: Gabriel Mascarenhas e Natália Portinari — Brasília
