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‘Parem de torturar meu pai’, diz Carlos após buscas da PF na casa de Bolsonaro

Filho do ex-presidente criticou ordem de busca e apreensão expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Carlos Bolsonaro durante recebimento de medalha dos bombeiros de SC
Carlos Bolsonaro durante recebimento de medalha dos bombeiros de SCDivulgação

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) se indignou nesta quarta-feira (8) com a nova operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, Carlos pediu o fim do que classificou como “perseguição” contra o pai.

O ex-vereador afirmou que “ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura” e citou Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, ao comparar a situação do pai com a do petista.

A operação foi realizada por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, o mandado autorizava a busca por armas, munições, acessórios e documentos relacionados a registros de armamentos. O advogado João Henrique Freitas afirmou que a ação durou cerca de uma hora e que nenhum dos itens procurados foi encontrado.

Mandado de busca

A busca e apreensão ocorreu após o Exército informar a Moraes que não possuía duas das oito armas de Bolsonaro que o ministro havia pedido que fossem entregues à PF. Como mostrou a Jovem Pan na terça-feira (7), uma seria uma pistola em nome de Bolsonaro já apreendida com um integrante do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), e a outra seria um presente nunca entregue ao ex-presidente.

Exército informou ao Supremo Tribunal Federal na segunda-feira (6) que entregou à PF seis das oito armas do ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam sob sua guarda. No mesmo documento, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília relatou que dois itens pedidos pelo ministro Alexandre de Moraes não foram localizados na unidade.

A movimentação ocorre após Moraes determinar, no domingo (5), o prazo de 48 horas para que o Exército transferisse o armamento para a Superintendência da PF no Distrito Federal (DF). A ordem foi motivada pela manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro e pela apreensão de uma arma encontrada com um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

De acordo com o Exército, duas armas listadas na decisão de Moraes não estavam custodiadas pelo batalhão. Os itens correspondem a uma pistola Glock 9mm e a uma espingarda calibre 12. A corporação afirmou que os demais itens solicitados já foram encaminhados à PF, juntamente com outros materiais documentados.

Uma das armas não encontradas pelo Exército possui a mesma numeração da pistola apreendida com o integrante do GSI. Já sobre a segunda arma, uma espingarda Maestro Arms Company, calibre 12, a defesa de Bolsonaro afirma que foi recebida pelo ex-presidente como presente, mas nunca chegou a ser retirada da sede da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, localizada em Caxias do Sul (RS).

A defesa solicitou que o STF oficie à importadora gaúcha para confirmar a custódia e providenciar a entrega direta às autoridades.

Fonte ‘Parem de torturar meu pai’, diz Carlos após buscas da PF na casa de Bolsonaro | Jovem Pan