Análise: Cruzeiro esgota motivação e abre oficialmente período de sai ou fica na Toca
Time não consegue atingir último objetivo possível e, oficialmente, entra em período de reformulação no elenco de 2023
Por Gabriel Duarte — de Belo Horizonte
19/10/2022 05h00 Atualizado há 4 horas
O Cruzeiro deu sinais de que, realmente, esgotou todos os motivos para se motivar. O último deles era manter a invencibilidade no Mineirão. Não tem mais com a derrota sofrida para o Guarani. Compreensível para quem ganhou, com tanta antecedência, o título da Série B. No pós-jogo, foi aberto oficialmente, pelas palavras de Pezzolano, o período de sai ou fica entre os jogadores.
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Segundo Pezzolano, atletas do elenco já têm a resposta se ficam ou deixarão a Toca da Raposa em 2023. Com as palavras do treinador, é possível entender os motivos de que as atuações não tem sido as mesmas desde a conquista do título. Até mesmo o técnico uruguaio é compreensível com o momento.
– Por isso está essa instabilidade dentro do campo, do vestiário agora. Alguns sabem que não ficam, outros que ficam. Hoje alguns estão bravos com o treinador. Há três semanas nos abraçamos pra caramba, todos chorando juntos. É normal. Esse fogo se apagou – admitiu o treinador cruzeirense.
Pezzolano deverá fazer mudanças profundas, junto com a diretoria do Cruzeiro, no elenco para 2023. O patamar será outro. E o treinador, anteriormente, admitiu que o elenco atual brigaria para não cair na Série A. Até por isso, o time celeste vai ao mercado se reforçar.
Contra o Guarani, Pezzolano até colocou um time recheado de titulares e atletas bastante utilizados na campanha da Série B do Brasileiro. O Cruzeiro tinha mais posse de bola, mas não conseguia transformá-la em pressão. O Guarani chegava com perigo nos contra-ataques e dava indícios de que poderia chegar ao gol.
A situação do Bugre foi facilitada com os ânimos exaltados de Daniel Jr, que acabou sendo expulso. Logo em seguida, Filipe Machado também recebeu cartão vermelho, deixando o time com oito jogadores de linha em campo. Com isso, o Cruzeiro teve que se defender – até chegou com perigo em arrancadas de Jajá -, mas não conseguiu segurar a pressão no segundo tempo e levou o gol, que significou a derrota.
Fonte: Gabriel Duarte — de Belo Horizonte
