Policiais federais atingidos por Roberto Jefferson têm estilhaços no quadril e no crânio
Karina de Oliveira também levou pontos no rosto e na coxa, e precisará ficar afastada do trabalho por cinco dias. Depoimento do delegado Marcelo Villela relata que ele não conseguia enxergar por causa do sangue que descia da cabeça.
Por Arthur Stabile, g1 SP
25/10/2022 03h00 Atualizado há 5 horas
No depoimento prestado à Polícia Federal, o ex-deputado Roberto Jefferson afirmou que não teve em nenhum momento intenção de matar os policiais federais. Mas os laudos e os depoimentos dos agentes feridos por ele mostram outro cenário.
Jefferson disparou com um fuzil 5.56 mm e atirou três granadas contra os policiais federais que foram até sua casa em Levy Gasparian, no domingo (23), para cumprir ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes.
A agente Karina Oliveira e o delegado Marcelo Villela foram feridos e precisaram de atendimento médico.
Policial desmaiou em meio aos tiros
Karina foi ferida primeiro. Teve ferimentos no rosto e na coxa, onde levou pontos, e tem estilhaços de granada no quadril, como mostra o laudo a que o g1 teve acesso. Por causa dos ferimentos, a policial precisará ficar cinco dias afastada do trabalho.
Em seu depoimento, ela contou que chegou a perder os sentidos, mas antes, passou sua pistola para o policial Daniel, já que a dele deu pane durante o confronto com o ex-deputado.
No momento em que se abrigavam e tentavam socorrer a policial, o delegado Marcelo Villela foi ferido na cabeça.
Estilhaços na cabeça
Em seu depoimento, ele contou que Roberto Jefferson dizia que “não iria se entregar de jeito nenhum” ou que só “sairia de sua casa morto”, e que na “sequência sentiu o sangue descer de sua cabeça; que em determinado momento a quantidade de sangue era muito grande, atrapalhando a visão do olho direito”.
Marcelo disse ainda que após raio-X, teve dois fragmentos, possivelmente de estilhaços, constatados em seu crânio.
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Fuzil apreendido na casa de Roberto Jefferson — Foto: Reprodução
Cunhado socorreu
O delegado salientou ainda em seu depoimento que, Jefferson aguardava a Polícia Federal e agiu de forma premeditada.
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Os policiais contaram ainda que foram socorridos por alguém que apareceu se apresentando como cunhado de Roberto Jefferson.
‘Vai dar m…’
O policial federal Heron Peixoto, que pulou o muro da casa do ex-deputado, para tentar abrir o portão para os outros agentes, contou ainda que, tocou a campainha da casa de Jefferson, e que foi advertido por uma mulher que era para ir embora: “vai embora”, “vai embora que vai dar merda”.
Fonte: Arthur Stabile, g1 SP
