Torre Eiffel apagada mais cedo e pub à luz de velas: como crise de energia afeta turismo na Europa
Principal ponto turístico de Paris está apagando luzes 1 hora e 15 minutos antes do convencional para conscientizar população. Decorações de Natal também deverão ser menos iluminadas do que em anos anteriores.
Por g1
13/10/2022 05h30 Atualizado há 5 minutos
A crise energética em alguns países da Europa tem feito pontos turísticos que antes eram conhecidos pela iluminação ficarem mais escuros. O velho continente também tem limitado o uso de aquecedores com a proximidade do inverno.
Em Paris, conhecida como a Cidade Luz, vários pontos turísticos estão desligando a iluminação mais cedo. As luzes da Torre Eiffel, por exemplo, estão sendo apagadas todos os dias às 23h45 do horário local – 1 hora e 15 minutos antes do convencional – desde 23 de setembro.
As luzes da pirâmide do museu do Louvre estão sendo apagadas duas horas antes do normal, e as do Palácio de Versalhes, uma hora antes.
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Pirâmide do museu do Louvre iluminada durante a noite em Paris, na França, em foto de 2017 — Foto: Ali Sabbagh/Arquivo Pessoal
Na avenida Champs-Élysées, as luzes serão desligadas diariamente três horas antes do normal a partir de 15 de outubro. Medidas de economia de energia também deverão afetar decorações de Natal, que ficarão menos iluminadas do que em anos anteriores.
A preocupação com o consumo de energia na Europa cresceu após cortes no fornecimento por parte da Rússia. Outros países europeus são mais sujeitos ao gás russo, mas a França tem aumentado a importação de energia em meio a interrupções de alguns de seus reatores nucleares.
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Avenida Champs-Elysees, na capital francesa, em foto de 31 de dezembro de 2021 — Foto: REUTERS/Christian Hartmann
Em Paris, o objetivo do plano de emergência é diminuir o consumo de energia da cidade em 10%. Além da iluminação de pontos turísticos, o limite de aquecimento de prédios públicos foi reduzido de 19 ºC para 18 ºC de dia e para 12 ºC à noite e nos fins de semana, quando os imóveis estiverem vazios.
As ações são consideradas medidas simbólicas para alertar sobre a crise de energia. “Os símbolos são importantes para conscientizar a população”, declarou a ministra da Cultura da França, Rima Abdul Malak.
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Pub Mason Arms, no Reino Unido, usa luz de velas uma vez por semana para economizar energia — Foto: Reprodução/Facebook
No Reino Unido, muitos pubs ficaram ameaçados de “extinção” por conta da inflação no país, que chegou ao nível mais elevado em 40 anos. A situação fez o governo anunciar um plano para subsidiar 50% das contas de luz e gás das empresas durante seis meses.
Entre os que resistiram à alta de preços, está o Mason Arms, da região de Cornwall. O bar está usando luz de velas toda segunda-feira para reduzir as despesas. A proprietária explicou ao The Guardian que esta foi a solução encontrada após a conta de luz subir quase 120% em agosto de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado.
Na Alemanha, o governo parou de iluminar 200 monumentos, incluindo o Portão de Brandemburgo, Palácio de Charlottenburg e a Coluna da Vitória. A medida foi tomada por conta de cortes no fornecimento de gás pela Rússia.
O governo alemão também determinou que prédios públicos, como museus, devem reduzir o limite de aquecimento para 19 °C e que a iluminação de prédios e de espaços publicitários deve ser desligada às 22h.
Por lá, a expectativa é de que as árvores e os mercados de Natal sejam menos iluminados que em anos anteriores e que pistas de patinação no gelo com alto consumo de energia sejam trocadas por pistas sintéticas.
A Itália e a Espanha também adotaram medidas para lidar com a crise energética. Os dois países impuseram limites de temperatura no aquecimento de espaços públicos, o que vai afetar uma série de estabelecimentos que têm atendimento ao público.
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Fonte: Por g1
