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Trechos das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô voltam a operar em plano de contingência durante greve

Operação vai até as 20h. Segundo o Metrô, o plano de contingência colocado em prática não alcança os 60% dos funcionários, percentual mínimo determinado pela Justiça.

Baldeação entre linhas da CPTM, Metrô e ViaQuatro na estação Luz, na manhã desta quinta (23) — Foto: Renata Bitar/g1

Baldeação entre linhas da CPTM, Metrô e ViaQuatro na estação Luz, na manhã desta quinta (23) — Foto: Renata Bitar/g1

Em meio à greve que atinge o sistema de transporte de São Paulo, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) informou no final da tarde desta quinta-feira (23) que, por meio de seu plano de contingência, reabriu trechos das estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3- Vermelha e deve operar parcialmente até as 20h.

Os trechos em funcionamento são:

  • Linha 1- Azul: de Ana Rosa a Luz
  • Linha 2- Verde: de Alto do Ipiranga a Clínicas
  • Linha 3-Vermelha: de Santa Cecília a Bresser- Mooca
  • Linha 15- Prata permanece fechada

Mais cedo, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) deferiu uma liminar que determina o funcionamento de 80% do serviço do efetivo do Metrô nos horários de pico, entre 6h e 10h e entre 16h e 20h, e com 60% nos demais horários, durante todo o período de paralisação.

A liminar foi concedida após pedido de mandado de segurança impetrado pelo Metrô.

“A empresa solicitou a anulação da decisão que indeferiu o requerimento para que o Tribunal fixasse quantitativo mínimo de funcionamento dos trens”, informou o TRT.

Em caso de descumprimento, pode ser aplicada multa ao sindicato dos trabalhadores no valor de R$ 500 mil por dia. A decisão é do desembargador plantonista Ricardo Apostolico Silva.

Segundo o Metrô, o plano de contingência colocado em prática não alcança os 60% dos funcionários, percentual mínimo determinado pela Justiça. O sindicato foi procurado, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.

  • Pela manhã, por volta de 8h30, o Metrô chegou a anunciar que aceitava, pela primeira vez na história, conceder a liberação das catracas para que a greve fosse encerrada;
  • E condicionou a medida ao retorno de 100% dos funcionários da operação e manutenção;
  • No entanto, paralelamente ao aceite da proposta, o Metrô acionou a Justiça para tentar acabar com a greve;
  • Em decisão liminar, às 10h18, a Justiça do Trabalho vetou a liberação das catracas sob a alegação de riscos à segurança;
  • Diante da determinação da Justiça trabalhista, o sindicato afirma que foi enganado pelo governo e manterá a greve;
  • Não é a primeira vez que grevistas colocam na mesa de negociações a proposta de liberação das catracas;
  • A medida já foi sugerida em outras paralisações, mas nunca chegou a ser aceita.

O que diz o Metrô

Confira a íntegra da nota da companhia:

“A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) informa que, por meio do seu plano de contingência, reabriu na tarde desta quinta-feira (23) trechos das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3- Vermelha e deve operar até às 20h.

Desde a noite de ontem, o Metrô buscou alternativas e não mediu esforços para que a população pudesse voltar a ter direito ao serviço. Nas primeiras horas do dia, o Metrô comunicou ao Sindicato dos Metroviários a autorização para o funcionamento do sistema com liberação total das catracas (catraca livre, entrada gratuita), com o retorno imediato de 100% dos metroviários para garantir a segurança dos passageiros. Esta liberação era uma condição do Sindicato para o retorno da operação, atendida pelo Metrô e não cumprida pelos metroviários.

Já no final da manhã, o Metrô conseguiu uma decisão judicial que determinou o funcionamento de 80% do serviço do metrô nos horários de pico (entre 6h e 10h e entre 16h e 20h) e com 60% nos demais horários durante todo o período de paralisação, com cobrança de tarifa.

A Companhia tentou todas as formas de negociação, inclusive com a concessão de benefícios como o pagamento de progressões salariais. A empresa também cumpre integralmente com o acordo coletivo de trabalho e as leis trabalhistas, e considera incompreensível a postura do Sindicato dos Metroviários que acabou punindo o cidadão que depende do transporte público para ir ao seu trabalho, com impactos diretos em serviços como saúde e segurança, por exemplo.

Trechos em funcionamento até as 20h:

  • Linha 1- Azul: de Ana Rosa a Luz
  • Linha 2- Verde: de Alto do Ipiranga a Clínicas
  • Linha 3- Vermelha: de Santa Cecília a Bresser- Mooca
  • Linha 15- Prata permanece fechada.”

Fonte Por TV Globo e g1 SP

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